Tiroteio em Washington nas proximidades da Casa Branca
Uma pessoa foi baleada por um agente policial esta segunda-feira, em Washington, no cruzamento da 15.ª Rua com a Avenida da Independência, a escassos quarteirões da Casa Branca. Por precaução, a zona do edifício chegou a ficar isolada durante alguns minutos.
Versão das autoridades e resposta de emergência
Num primeiro comunicado, o Serviço Secreto dos EUA indicou que o tiroteio envolveu "uma pessoa que foi alvejada" por um polícia e que "o seu estado de saúde é, de momento, desconhecido". Mais tarde, o vice-diretor da força policial, Matt Quinn, precisou que o suspeito foi atingido depois de, ao ser interpelado pelos agentes, ter aberto fogo. Quinn acrescentou ainda que um peão também foi atingido pelo alegado atirador.
Vito Maggiolo, porta-voz do Departamento de Bombeiros e dos Serviços Médicos de Emergência de Washington, explicou que as equipas no terreno levaram um homem adulto para o hospital e que estavam a prestar assistência a um adolescente com ferimentos ligeiros.
A comitiva do vice-presidente JD Vance passou na área pouco antes dos disparos, embora, segundo Quinn, não existam sinais de que tenha sido o alvo.
O Serviço Secreto deixou também um apelo para que a população evitasse dirigir-se ao local, "uma vez que as equipas de emergência estão a intervir".
Casa Branca encerrada por minutos e evento com Donald Trump
As circunstâncias do incidente continuam por esclarecer, mas sabe-se que a Casa Branca permaneceu encerrada durante alguns minutos enquanto as autoridades iniciavam diligências de investigação. Naquele momento decorria um evento com Donald Trump, que se manteve sem interrupções, depois de os jornalistas que estavam no exterior do edifício terem sido encaminhados para a sala de imprensa.
Contexto recente e debate sobre protocolos de segurança
Os disparos surgem uma semana após a tentativa de assassinato do presidente dos EUA durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca. O alegado atirador - identificado pelos média como Cole Allen, um professor de 31 anos residente na Califórnia - terá entrado armado no edifício onde se realizava o jantar, no qual estavam Donald Trump, as principais figuras da administração, vários membros dos dois partidos (republicanos e democratas) e a imprensa.
O episódio voltou a acender a discussão sobre os protocolos de segurança em eventos de alto nível, com o jornal "The Washington Post" a avançar que o Governo norte-americano terá garantido um nível de proteção abaixo do habitual.
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