Não há motivo para as levar já para a recolha de monos.
Muita gente só se apercebe no primeiro fim de semana realmente quente de como o jardim está, afinal, com ar desgastado: a mesa aparece manchada, as cadeiras empilháveis ficam baças e amareladas, e o conjunto parece mais antigo do que é. Antes de gastar dinheiro em mobiliário novo, muitas vezes dá para recuperar o plástico com uma mistura simples de produtos de limpeza que costuma estar no armário.
Porque é que os móveis de plástico no exterior ficam feios tão depressa
O plástico tem fama de resistente, fácil de manter e preparado para o tempo. Chuva, granizo, humidade - um conjunto de jardim em plástico aguenta normalmente isto tudo sem grande dificuldade. O desgaste, porém, vem de outro lado: sol, variações de temperatura e sujidade acabam por atacar a superfície.
Com o passar do tempo, a radiação UV vai tornando o plástico microscopicamente mais áspero. Perde brilho, fica mate e ligeiramente poroso. E é precisamente nesses poros minúsculos que se fixa tudo o que anda no ar lá fora: pó, pólen, fuligem, algas e esporos de bolor. Em plástico claro ou branco, essas deposições notam-se muito mais - em pouco tempo, o tom passa a cinzento, bege ou amarelado.
Convém distinguir duas situações:
- Apenas sujo: o plástico está mate, manchado, um pouco acinzentado ou esverdeado, mas continua liso ao toque e firme.
- Já danificado: a superfície parece “giz”, sai pó ao passar a mão, e a cadeira mostra pequenas fissuras ou quebras.
No primeiro caso, uma limpeza a fundo com o produto certo costuma chegar. No segundo, o material está efetivamente envelhecido. Aí, só resta disfarçar - por exemplo com tinta própria para plástico - ou optar por descartar.
"Antes de pegar na escova, há que fazer um controlo de segurança: uma cadeira de plástico rasgada pode dobrar-se de repente com o peso."
A mistura simples de ingredientes caseiros do armário da cozinha
Para a maioria dos móveis de jardim em plástico que estão amarelados ou sem brilho, costuma bastar uma combinação de três clássicos que quase toda a gente tem em casa: água com sabão, vinagre de limpeza e bicarbonato de sódio (ou fermento/bicarbonato).
Estes ingredientes ajudam contra o tom acinzentado e amarelado
- água morna
- vinagre branco de limpeza ou vinagre de mesa
- bicarbonato de sódio (em casos extremos, também um pouco de carbonato de sódio/soda de lavagem em pequena quantidade)
- sabão mole líquido, sabão azul e branco ou um pouco de detergente da loiça
- opcional: pedra de limpeza/pedra abrasiva suave para superfícies brancas muito sujas
Para um balde com cerca de três litros de água morna, esta proporção tem dado bons resultados:
- aprox. 250 mililitros de vinagre de limpeza
- 3 colheres de sopa de bicarbonato de sódio
- uma boa dose de sabão ou detergente da loiça
A mistura começa a espumar ligeiramente - é mesmo isso que se pretende. O ideal é usá-la de imediato, enquanto a reação está ativa.
Guia passo a passo para móveis de jardim mais brilhantes
- Retirar a sujidade grossa: remover primeiro teias, folhas e pó seco com uma vassoura de mão ou escova macia.
- Humedecer as superfícies: passar rapidamente por água limpa; assim, o produto adere melhor.
- Aplicar a mistura: mergulhar uma esponja ou pano macio no balde e esfregar bem todas as áreas.
- Deixar atuar: perante manchas visíveis, véus acinzentados ou zonas amareladas, esperar 10 a 15 minutos.
- Esfregar com cuidado: reforçar com uma escova suave ou com o lado mais áspero (sem riscar) da esponja.
- Enxaguar muito bem: usar mangueira ou regador até não restar espuma.
- Deixar secar: secar no fim com pano de microfibras para evitar marcas de água.
"Em branco amarelado, mais bicarbonato reforça o efeito - em plástico colorido é melhor dosear com contenção, para não tirar vida à cor."
O que muda com móveis muito amarelados ou coloridos
Móveis de plástico branco “neve” que passaram vários verões ao sol direto acabam muitas vezes com um amarelo teimoso. Nestes casos, pode compensar agir de forma mais localizada.
Móveis brancos - como tratar casos extremos
Quem quiser atacar zonas muito descoloradas deve trabalhar por pontos:
- misturar bicarbonato de sódio (ou um pouco de soda de lavagem) com um pouco de água até obter uma pasta espessa
- aplicar a pasta diretamente nas áreas amareladas
- deixar atuar 10 a 20 minutos, sem deixar secar
- massajar com uma escova macia e, no fim, enxaguar abundantemente
Uma pedra de limpeza pode ser útil para soltar sujidade de estrada e depósitos mais entranhados. Ainda assim, testar sempre primeiro numa zona discreta para perceber como o plástico reage.
Conjuntos de jardim coloridos e em antracite
Em conjuntos cinzentos, verdes ou de outras cores, o foco deve estar mais na água com sabão e no vinagre. Exagerar no bicarbonato ou na soda pode desbotar a superfície e deixar a cor com aspeto mais mate. Por isso, a mistura deve ser mais suave e, em contrapartida, ficar a atuar um pouco mais.
Estes erros estragam os móveis de plástico de forma permanente
Por hábito, muita gente pega em produtos que funcionam bem na casa de banho ou na cozinha, mas que no plástico do exterior acabam por causar danos.
- Lixívia/cloro e branqueadores fortes: até podem tirar manchas no início, mas atacam o plástico, tornam-no frágil e deixam marcas.
- Solventes agressivos: produtos contra calcário ou para forno não dissolvem apenas a sujidade - também “comem” a camada superficial.
- Lã de aço e esfregões duros: criam riscos finos onde a sujidade volta a acumular-se; pouco depois, a cadeira parece suja outra vez.
- Máquina de alta pressão: em plástico já envelhecido, o jato forte pode fazer o material lascar.
- Óleo ou óleo alimentar para “dar brilho”: parece uma boa ideia, mas não resulta. Os móveis ficam pegajosos, atraem pó e acabam pior do que antes.
"Quem risca, desbota ou torna o plástico mais áspero tem apenas uma vitória curta - a longo prazo, o estado piora claramente."
Com pouco esforço, aproveitar o conjunto de jardim durante mais tempo
Para que os móveis não pareçam, a cada primavera, saídos de um armazém de um parque de campismo abandonado, ajuda criar uma rotina simples. Leva pouco tempo, mas evita depósitos difíceis de remover.
Ritmo de limpeza durante a época
Nos meses em que se usa o exterior com regularidade, chegam medidas básicas:
- de duas em duas semanas, passar rapidamente com água morna e sabão
- não deixar pólen e dejetos de pássaros semanas a atuar
- não manter copos e vasos sem bases durante muito tempo, para não criar marcas circulares
Se as cadeiras forem empilhadas quando não estão a ser usadas e ficarem sob um chapéu de sol ou uma cobertura, a exposição direta aos UV diminui bastante. O brilho dura visivelmente mais.
Armazenamento correto na estação fria
No fim da época, compensa ser um pouco mais cuidadoso:
- limpar os móveis uma vez de forma intensiva
- deixar secar completamente, para não ficar humidade em ranhuras
- sempre que possível, guardar em arrecadação, garagem ou cave seca
- em alternativa, usar capas resistentes que permitam circulação de ar
Mesmo que o plástico não enferruje nem apodreça, humidade constante, gelo e sol de inverno fazem o material envelhecer mais depressa. Ao poupar-lhe esse desgaste, o conjunto de jardim dura mais - e a necessidade de comprar novo aparece com muito menos frequência.
Quando já não compensa reparar
Com todos os truques de limpeza, há um limite: a segurança. Uma cadeira com fissuras nas pernas, ou cuja base estala ao pressionar, já não deve ficar na varanda ou no terraço - deve ser descartada. Tinta nenhuma substitui a resistência estrutural.
Quem quiser melhorar o aspeto dos móveis antigos pode, depois da limpeza, recorrer a tintas específicas para plástico. Elas ajudam a disfarçar cores desbotadas e pequenos defeitos visuais. Antes, as superfícies têm de estar totalmente sem gordura e bem secas; caso contrário, a tinta não adere.
Para muitas casas, a melhor opção é combinar tudo: limpar a fundo com produtos caseiros, separar as peças críticas e continuar a usar o resto com cuidado. Assim, poupa-se dinheiro, reduz-se lixo - e aproveita-se o verão em cadeiras que já não fazem lembrar a última recolha de monos.
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