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Ministério Público arquiva seis inquéritos sobre mortes na greve do INEM

Homem de fato sentado numa secretária a ler documentos, com bandeira de Portugal ao fundo e itens médicos na mesa.

Arquivamento dos inquéritos do Ministério Público

O Ministério Público decidiu arquivar os seis inquéritos que tinha instaurado na sequência de mortes atribuídas a uma alegada falta de socorro durante a greve dos técnicos do INEM, ocorrida no final de 2024, confirmou esta quinta-feira a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Onde foram investigados e o que a PGR não detalha

De acordo com a PGR, em declarações à agência Lusa, dois dos seis inquéritos foram conduzidos em Bragança, enquanto os restantes decorreram em Almada, Montemor-o-Novo, Pombal e Tondela. A Procuradoria não esclareceu em que data foram proferidos os arquivamentos, a que ocorrências concretas diziam respeito nem quais os fundamentos que sustentaram essas decisões.

O arquivamento da totalidade dos inquéritos tinha sido avançado na noite de quarta-feira pelo jornal "Diário de Notícias".

Investigações da IGAS e mortes associadas a atrasos no socorro

Em setembro de 2025, a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) deu por concluídas as averiguações relativas a 12 mortes registadas durante as greves dos técnicos de emergência pré-hospitalar, no outono de 2024, tendo associado três desses óbitos a atrasos no socorro.

Em causa estão as mortes de um homem de 84 anos que se engasgou, em Mogadouro, de um homem de 86 anos que sofreu um enfarte do miocárdio, em Bragança, e de um homem de 53 anos, igualmente na sequência de um enfarte, em Pombal.

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