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Apreensão de telemóveis revela fuga de informação no caso da PSP na esquadra do Rato

Telemóveis apreendidos em sacos de plástico, documento e distintivo policial numa mesa de madeira, com polícia ao fundo.

Apreensão de telemóveis na esquadra do Rato

A análise aos telemóveis apreendidos aos quinze polícias detidos na esquadra do Rato, na terça-feira passada, indicou que os suspeitos já tinham sido alertados de que estavam a ser vigiados e de que uma busca estaria prestes a acontecer, avançou a TVI/ CNN Portugal.

Fuga de informação e referência ao DIAP de Lisboa

“ A fuga de informação, com violação do segredo de justiça para prejuízo da investigação, chegou diretamente a pelo menos um dos suspeitos. E este passou a encetar conversas com outras pessoas, dando conta de que ele e alguns colegas iriam ser alvo de uma operação, com referências à procuradora Felismina Carvalho Franco, responsável pela investigação no DIAP de Lisboa”, refere a notícia.

Operação comprometida e aconselhamento jurídico prévio

Segundo a estação televisiva, o aviso que retirou o efeito surpresa à operação terá sido transmitido por, pelo menos, um colega da PSP com ligação à investigação. Isso terá permitido aos agentes saber antecipadamente alguns dos locais visados pelas buscas, bem como obter aconselhamento prévio de advogados sobre a forma de agir. “Até houve quem metesse baixa médica antes do dia da operação”, diz a TVI/ CNN Portugal.

Medidas de coação

Os polícias detidos no âmbito do caso de tortura e violações na esquadra da PSP do Rato, em Lisboa, ficam a saber as medidas de coação na segunda-feira.

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