O clube sadino assegurou a subida ao Campeonato de Portugal sem qualquer derrota e, além disso, ainda tem a hipótese de erguer a Taça distrital. Em 2020, o Vitória estava na Liga.
Vitória de Setúbal sela a subida ao Campeonato de Portugal
O Vitória de Setúbal atravessa um período de enorme satisfação depois de confirmar o regresso às competições nacionais: conquistou o título da 1.ª Divisão distrital, manteve-se invencível e fê-lo com quatro jornadas ainda por disputar. Detentor de três Taças de Portugal e uma Taça da Liga, e com um historial que inclui presenças nas competições europeias, o emblema começa agora a recuperar do impacto da despromoção da Liga para o terceiro escalão por dívidas, em 2020 - uma queda que se agravou dois anos mais tarde, quando voltou a descer, desta vez para a última divisão distrital, igualmente devido a problemas financeiros.
A mentalidade vencedora por trás de duas subidas seguidas
Já em claro crescimento, o V. Setúbal somou duas promoções consecutivas e garantiu o lugar na próxima edição do Campeonato de Portugal. Para o treinador Paulo Martins, este caminho recente ficou a dever-se à chamada “mentalidade vitoriana”: "Houve que passar esta mensagem do que é um jogador à Vitória e incutir a cultura ganhadora e ir buscar jogadores que já tivessem ganho. É uma mensagem que eles passam uns para os outros, que ganhar é bom, subir é bom. E temos alguns, que também já viveram subidas de divisão no Vitória, a passar a mensagem que ganhar no Vitória é diferente", explica o técnico.
Objetivo: terminar invicto e conquistar a Taça da A.F. Setúbal
Numa temporada que o clube quer tornar inesquecível, a ambição passa por fechar o campeonato sem derrotas e, em junho, vencer a Taça da A.F. Setúbal frente ao rival Olímpico do Montijo, para coroar o ano da melhor forma. Em paralelo, a SAD prepara-se para uma realidade estruturalmente distinta da atual, como sublinha o diretor desportivo Carlos André. "Temos de perceber que vamos para uma divisão, o Campeonato de Portugal, cujas equipas também têm orçamentos altos, também vão apostar para subir e que encararão o jogo contra o Vitória como o que tenho sentido nestes dois anos [no distrital]. Encaram-no como se estivessem a jogar um jogo de Taça", avisou, reconhecendo que esse conjunto de fatores terá de ser ultrapassado pela equipa.
Ainda sobre o contexto competitivo, o diretor desportivo reforça que o peso do emblema e o palco serão, por si só, um estímulo adicional para os adversários: "No Campeonato de Portugal, vão jogar contra o Vitória da primeira Liga e tentam jogar mais. Virão jogar no Estádio do Bonfim e isso dá-lhes motivação para jogar contra uma massa adepta que tem mil ou duas mil pessoas e em casa desses próprios clubes terá 500 ou 600 pessoas", frisou, defendendo que será indispensável uma mentalidade forte.
Para o novo ciclo, Carlos André aponta como prioridades uma organização mais sólida e um plantel ajustado a um patamar de exigência superior: "O Vitória precisa de investimento forte principalmente nas condições. O plantel, sim, é muito importante, mas também as condições que passamos a dar aos atletas porque certamente vamos deixar de treinar à noite", afirmou, acrescentando: "Vamos entrar num campeonato que exige muito mais". E os sinais do “acordar” do V. Setúbal também se notam fora das quatro linhas: ainda no fim de semana passado, José Mourinho - filho da terra - marcou presença nas bancadas.
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