Aqui fica tudo o que precisa de saber sobre o tema.
Em 2026, a surpresa é que praticamente já não existe qualquer vinheta que tenha de ser obrigatoriamente colada no para-brisas do seu veículo. Se dizemos “praticamente”, é porque há algumas nuances que dependem do seu caso. Em certas cidades, por exemplo, a vinheta associada às ZFE pode ser mesmo indispensável. Vale, por isso, a pena clarificar as dúvidas mais comuns e perceber o que continua a aplicar-se.
O que mudou no para-brisas em 2026
A tendência é clara: a maioria das obrigações de afixar autocolantes no para-brisas foi sendo eliminada. Ainda assim, isso não significa que tenha deixado de existir qualquer regra - há exceções e situações específicas em que pode ser necessário apresentar comprovativos por outras vias.
E quanto à vinheta do seguro?
Desde 2024, a conhecida vinheta verde dos automobilistas deixou de existir. Mesmo sem obrigação de a exibir no para-brisas, continua a ser obrigatório ter um seguro automóvel para circular. O mínimo exigido é o seguro contra terceiros, também designado por responsabilidade civil, como recorda a Auto Plus.
No que toca à inspeção periódica (o equivalente ao controlo técnico), esta continua a ser obrigatória a partir do quarto aniversário do veículo e, depois disso, deve ser feita de dois em dois anos. A entidade responsável pode colocar um autocolante com a data de validade da inspeção. Apesar de a vinheta “CT” ser habitual, não é obrigatória. Ainda assim, numa operação de fiscalização, deverá conseguir apresentar o relatório da inspeção e o comprovativo/autocolante correspondente no documento de matrícula.
E as ZFE?
As Zonas de Baixas Emissões (ZFE) são áreas urbanas onde a circulação é restringida para os veículos mais poluentes. A finalidade é melhorar a qualidade do ar, reduzindo emissões nocivas - como partículas finas e dióxido de azoto - e incentivar deslocações mais amigas do ambiente. Mesmo que este mecanismo possa vir a desaparecer em breve, mantém-se em vigor no momento em que estas linhas são escritas.
Em algumas grandes cidades, passou a ser obrigatório colocar uma vinheta Crit’air para poder circular. Em Lyon e também em Paris, os veículos Crit’air 3 e superiores já nem sequer estão autorizados a circular.
Vinheta Crit’air: atenção às burlas
Importa notar que a implementação do sistema deu origem a várias tentativas de fraude. Por isso, a recomendação é pedir a vinheta apenas através do site oficial.
Situações menos comuns: estacionamento e acesso ao trabalho
A Auto Plus lembra, por fim, cenários mais raros, mas que existem. É o caso de vinhetas obrigatórias para estacionamento de residentes em alguns municípios ou, nalgumas situações, para acesso ao local de trabalho. A ideia é que, com estas indicações, fique mais claro qual o procedimento a seguir e quais as regras que se aplicam em 2026.
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