Saltar para o conteúdo

Restos mortais encontrados dentro de um crocodilo no rio Komati são de Gabriel Batista na África do Sul

Dois homens de colete laranja preparam documentos junto a um rio, enquanto três pessoas estão numa pequena embarcação.

Confirmação oficial e identificação por ADN

Os restos mortais achados no interior de um crocodilo no rio Komati, na África do Sul, a 2 de maio, pertencem ao empresário português Gabriel Batista, segundo confirmou esta quinta-feira (7) uma fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) à Lusa.

De acordo com o MNE, a identificação foi feita pelas autoridades sul-africanas e incide sobre um cidadão português na casa dos 50 anos. "As primeiras perícias forenses apontam para a identificação de ADN do nacional português. As circunstâncias concretas na origem da fatídica ocorrência continuam por esclarecer", indicou o ministério numa resposta escrita, acrescentando que o Governo português está a acompanhar o caso.

Desaparecimento no rio Komati e operações de busca

A polícia de Mpumalanga aguardava as análises de ADN para autorizar a identificação dos restos humanos parciais recuperados de um crocodilo, noticiou a 3 de maio a SABC News. Ainda assim, a investigação já apontava para Gabriel Batista, de 59 anos, proprietário de um hotel em Gauteng.

O empresário estava desaparecido desde 27 de abril, depois de ter tentado passar, de carro, por uma ponte baixa que se encontrava submersa devido à cheia do rio. O veículo acabou por ser localizado no dia seguinte.

Quase uma semana após o desaparecimento, a Unidade de Busca e Salvamento da polícia, com apoio da empresa Parques Nacionais da África do Sul (SanParks, na sigla em inglês) e de uma empresa de segurança privada, encontrou restos humanos parciais no interior de um crocodilo.

O animal, que se encontrava a cerca de 60 metros do local onde o automóvel do empresário ficou imobilizado, foi abatido.

Pormenores da investigação, achados e contexto do caso

O capitão Pottie Potgieter, da unidade de mergulho da polícia provincial, referiu que o crocodilo esteve sob vigilância durante vários dias.

"Avistámos os crocodilos no mesmo local nos últimos quatro dias. Depois de eles saírem, continuámos com os 'drones' e encontrámos os crocodilos ainda no mesmo sítio. Assim, com a nossa experiência e formação, identificámos ali um crocodilo do qual tínhamos basicamente 100% de certeza que tinha comido o homem que procurávamos. Quando fizemos a autópsia ao crocodilo, encontrámos cerca de seis conjuntos [de restos] de diferentes pessoas. E os chinelos que as pessoas usavam também estavam dentro do estômago do crocodilo", explicou Potgieter.

No interior do crocodilo foi igualmente recolhido um anel com o nome Gabriel Batista, o que reforçava os indícios de que se trataria do cidadão português. A família do empresário desaparecido acompanhou toda a operação de buscas, de acordo com o meio sul-africano.

Este é, segundo a mesma fonte, o segundo caso deste género registado no rio Komati em quase seis meses. Em dezembro do ano passado, dois soldados foram arrastados ao tentarem atravessar a mesma ponte.

O Jornal da Madeira escreve que Gabriel Batista era natural da freguesia de Serra de Água, na Madeira, e vivia na África do Sul desde 1975, depois de os pais terem saído de Moçambique.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário