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População de Póvoa de Lanhoso rejeita elevação da vila a cidade em consulta pública

Pessoa a votar numa urna transparente ao ar livre com grupo de pessoas e castelo ao fundo.

Consulta pública na Póvoa de Lanhoso: decisão da população

A população da Póvoa de Lanhoso disse não à proposta de elevar a vila a cidade, no âmbito do processo de auscultação promovido pela Junta de Freguesia de Póvoa de Lanhoso. A consulta decorreu ao longo da última semana e terminou no sábado.

Segundo a junta de freguesia, participaram 882 cidadãos, num sinal de "uma forte adesão e envolvimento da comunidade numa decisão considerada relevante para o futuro e afirmação do concelho".

Resultados da votação: "Não" com 85,3%

De acordo com os dados tornados públicos, a opção "Não" somou 752 votos, o que corresponde a 85,3% dos participantes. O "Sim" recolheu 129 votos, equivalente a 14,6%. Foi ainda registado um voto em branco ou nulo (0,1%).

A Junta de Freguesia destaca que, "independentemente do sentido de voto, o processo demonstrou a vontade dos cidadãos em participar ativamente no debate sobre o futuro da vila".

Debate político PS/PSD e envio de parecer à Assembleia da República

Tal como o JN noticiou, a elevação de Póvoa de Lanhoso a cidade continua a suscitar discussão política e social no concelho, com divergências entre PS e PSD. Perante a polémica, a Junta de Freguesia de Póvoa de Lanhoso, presidida pelo PSD, avançou com esta consulta pública para recolher a posição da população antes de emitir o parecer a remeter à Assembleia da República.

Ao JN, o presidente da junta, Paulo Silva, referiu que a eventual passagem de vila a cidade "não é apenas um procedimento administrativo, mas também uma decisão com dimensão identitária e coletiva".

Apesar de a consulta pública indicar a rejeição da proposta pela população, o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Frederico Castro, já tinha assegurado ao JN que o processo continua a seguir na Assembleia da República.

O autarca socialista sustenta que a proposta tem sido preparada "de forma estruturada" desde o mandato anterior, rejeitando críticas sobre uma alegada falta de planeamento estratégico e sobre a inexistência de auscultação pública.

Frederico Castro recordou também que a elevação da vila a cidade constava do programa eleitoral apresentado nas eleições autárquicas de 2025, em que foi reeleito, e mostrou-se confiante de que a votação final em plenário possa acontecer antes do fim de 2026.

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