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Esquadra do Rato na lista de encerramentos do MAI em Lisboa

Fachada da Esquadra do Rato com polícia a entrar e elétrico amarelo a passar ao fundo numa rua de Lisboa.

Esquadra do Rato na lista de encerramentos do MAI em Lisboa

A Esquadra do Rato deverá integrar o conjunto de postos policiais que o Ministério da Administração Interna (MAI) está a preparar para encerrar em Lisboa. A notícia, avançada pelo “Nascer do Sol”, foi confirmada ao Expresso por uma fonte com conhecimento do processo.

Este posto ficou associado, alegadamente, a episódios de agressões e tortura praticados por agentes, tendo como visados detidos - sobretudo pessoas em situação de sem-abrigo, toxicodependentes e pequenos vendedores de droga. A averiguação interna da própria PSP já motivou três operações policiais e levou a mais de duas dezenas de agentes detidos.

O Expresso procurou esclarecer que outras esquadras da PSP constam desta lista do MAI, mas não conseguiu obter informação adicional.

Reorganização de esquadras da PSP: mais polícia na rua, diz Luís Neves

Numa entrevista na RTP Notícias, Luís Neves afirmou esta semana que está a ser equacionada uma reorganização de esquadras em algumas áreas urbanas, com destaque para Lisboa. Segundo o ministro da Administração Interna, a meta passa por ter “menos esquadras para ter mais gente na rua e junto das pessoas”.

Apesar de recusar a ideia de criar "superesquadras", o ministro explicou que uma esquadra requer, no mínimo, quase 30 pessoas. Deixou ainda uma garantia dirigida a quem vive em Lisboa e no Porto: “O fecho de uma esquadra vai fazer com que sintam mais presença dos polícias na rua”. Para Luís Neves, o foco deve estar na visibilidade e na proximidade da polícia.

Catorze esquadras encerradas até 2020

Em fevereiro de 2020, o “Diário de Notícias” noticiou que, desde 2012 até esse ano, tinham encerrado 14 esquadras na cidade de Lisboa. Entre os exemplos citados estava a da Mouraria, fechada em 2014, e a de Carnide, encerrada quatro meses antes dessa notícia devido à degradação das instalações.

A mesma reportagem assinalava então que moradores dessas freguesias asseguravam que o encerramento das esquadras não se tinha traduzido em mais agentes nas patrulhas, contrariando o que, na altura, era defendido pelas autoridades e por responsáveis políticos.

Encerramentos e reestruturação: prioridades repetidas no MAI

Nos últimos anos, a hipótese de encerrar esquadras da PSP já tinha surgido como uma das prioridades de alguns anteriores ministros da Administração Interna.

Uma notícia do “DN”, publicada em 2016, referia que a então ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, afirmou estar a ser analisada uma reorganização do dispositivo do Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP, com o objetivo de colocar mais polícias nas ruas. "Neste momento está a ser estudado, de forma muito séria, todo o dispositivo territorial do Comando Metropolitano de Lisboa, com vista, sobretudo, à sua racionalização e à libertação de mais efetivos para as ruas", afirmou.

Confrontada com a possibilidade de essa reorganização implicar o fecho de esquadras, a ministra rejeitou esse cenário, frisando que "não se trata de encerrar esquadras", considerando tratar-se de “uma falsa questão”.

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