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Como atrair chapins com sementes de girassol no jardim

Três pardais alimentam-se de sementes num recipiente de madeira com casa de pássaros ao fundo e flores coloridas.

Muitos jardineiros amadores nem imaginam que existe um grão tão simples por detrás deste truque.

Quem já viu um casal de chapins a trepar, a fazer acrobacias e a debicar sem parar costuma ficar rendido. Estas aves irrequietas enchem qualquer jardim de movimento - e, pelo caminho, eliminam grandes quantidades de pragas. Com um alimento específico, é surpreendentemente fácil atraí-las, sobretudo durante os meses frios.

Porque é que os chapins ficam loucos por este grão

Os chapins são verdadeiros viciados em energia. Têm um metabolismo muito acelerado e, no inverno, gastam em poucas horas aquilo que acabaram de comer. É aqui que entra o “segredo” mais eficaz: sementes de girassol.

"As sementes de girassol estão entre os alimentos mais energéticos para pequenas aves de jardim - e os chapins gostam delas de forma especial."

A explicação está na combinação de nutrientes:

  • muito teor de gordura para energia rápida
  • proteína para os músculos e para a formação das penas
  • vitaminas e minerais que ajudam a reforçar o sistema imunitário

Como no inverno os chapins perdem muita energia a manter a temperatura corporal, procuram de propósito alimentos ricos em gordura e, ao mesmo tempo, fáceis de partir. As sementes de girassol respondem exactamente a essa necessidade. Se as disponibilizar com regularidade, ao longo de semanas cria uma fonte de alimento fiável - e as aves lembram-se disso.

Que sementes de girassol os chapins realmente preferem

A opção mais acertada: sementes pretas em vez das riscadas

Nas embalagens de comida para aves aparecem, muitas vezes, duas versões: sementes de girassol pretas e sementes riscadas. A diferença não é apenas visual.

Tipo de sementes Característica Adequadas para chapins?
sementes pretas mais pequenas, casca mais fina, alto teor de óleo muito boas – ideais para bicos pequenos
sementes riscadas casca mais grossa, menos gordura razoáveis – são consumidas mais lentamente

O chapim-azul e o chapim-real lidam bastante melhor com as sementes pretas. Como a casca é mais fina, conseguem abri-las depressa e poupam energia que, de outra forma, seria gasta a partir sementes mais duras.

Quem quiser ir um passo mais longe pode escolher sementes de girassol biológicas com casca. Sem resíduos de pesticidas, tendem a ser mais fáceis de tolerar e, em simultâneo, apoia-se uma agricultura mais amiga do ambiente.

Como posicionar o alimento da forma certa

A melhor mistura de alimento vale pouco se o local não for adequado. Os chapins são cautelosos, porque também fazem parte do menu de vários predadores. Por isso, preferem comer em altura e perto de algum abrigo.

O que costuma resultar bem:

  • um comedouro estável a 1,5 a 2 metros de altura
  • colocado com arbustos ou árvores por perto, à vista
  • sem mato denso mesmo por baixo, para dificultar a aproximação de gatos

Um comedouro simples de madeira ou metal é mais do que suficiente. O essencial é que as aves o consigam ver à distância. Uma zona com boa visibilidade e alguns ramos para pouso nas proximidades - não precisa de muito mais.

"Pontos de alimentação bem colocados são normalmente aceites pelos chapins em poucos dias - por vezes até em poucas horas."

Ajustar a quantidade de alimento à estação do ano

Os chapins não necessitam do mesmo tipo de oferta alimentar durante todo o ano. O período realmente decisivo para as sementes de girassol é a época fria.

  • Outono: montar o comedouro e habituar os chapins ao local.
  • Inverno: aumentar claramente a quantidade, verificar diariamente e reabastecer.
  • Primavera: continuar a alimentar, mas prestar mais atenção aos insectos - fundamentais para criar as crias.
  • Verão: em geral, a alimentação natural é suficiente; podem dar-se porções menores.

Convém evitar comedouros vazios. Os chapins percorrem distâncias a contar com fontes de alimento conhecidas. Se, repetidamente, não encontrarem nada, acabam por deixar de visitar o jardim.

Mais do que comida: como transformar o jardim num paraíso para chapins

As sementes de girassol são a “porta de entrada”, mas as aves só ficam a longo prazo se o resto do jardim também lhes servir.

A caixa-ninho ideal para chapins

Os chapins nidificam em cavidades. Nos jardins actuais, faltam muitas vezes buracos naturais em árvores, por isso as caixas-ninho fazem uma grande diferença. Uma caixa para chapins precisa sobretudo de três pontos:

  • abertura de entrada com 28–30 milímetros de diâmetro
  • colocação a cerca de dois a três metros de altura
  • orientação para Este ou Sudeste, para evitar vento e chuva batida

A caixa não deve ficar em sol directo e, de preferência, deve estar protegida de ruído intenso de estradas. Uma vez por ano - idealmente no fim do verão - faça uma limpeza superficial, para reduzir o risco de parasitas.

Plantas que atraem insectos - e, por consequência, chapins

Durante a época de reprodução, os chapins alimentam as crias principalmente com insectos. Um jardim rico em insectos aumenta bastante a probabilidade de uma família de chapins se fixar. São especialmente úteis:

  • cebolinho, tomilho e outras aromáticas que pode deixar florir
  • herbáceas que se auto-semeiam, como mil-folhas ou centáurea
  • arbustos como sabugueiro ou budleia (arbusto-das-borboletas)
  • plantas aromáticas como a alfazema, que atrai muitos insectos

Além de fornecerem alimento, estas plantas oferecem cobertura contra aves de rapina e gatos. Os chapins usam a ramagem densa como “paragem intermédia” antes de irem ao comedouro.

Porque é que os químicos afastam os chapins

Ainda há quem recorra a pulverizações contra pulgões e outras pragas. Mas isso retira aos chapins a sua base de sobrevivência: sem insectos, também não há aves.

"Quem dispensa venenos químicos cria a base para um equilíbrio natural estável - e os chapins fazem gratuitamente parte do trabalho de controlo de pragas."

Em alternativa, podem funcionar, por exemplo:

  • preparados vegetais como maceração de urtiga contra pulgões
  • promover de forma dirigida joaninhas e crisopas
  • canteiros mistos com ervas de cheiro intenso, que confundem as pragas

Como os chapins ajudam, na prática, o jardim

Atrair chapins traz mais do que fotografias bonitas. Estas pequenas aves trabalham todos os dias “nos bastidores”. Um casal em período de alimentação das crias consegue apanhar várias centenas de insectos por dia. Entre os “snacks” preferidos contam-se:

  • lagartas de borboletas que podem desfolhar plantas
  • pulgões em roseiras e herbáceas
  • pequenos escaravelhos e as suas larvas em árvores de fruto

Muitos jardineiros amadores dizem notar menos lagartas em fruteiras e na horta assim que os chapins se instalam de forma permanente. Isso torna o uso de pulverizações menos necessário e contribui para plantas mais saudáveis.

Dicas práticas para começar - sem desilusões

Quem tenta atrair chapins pela primeira vez costuma cair nos mesmos erros: local errado, alimento inadequado, pouca paciência. Com algumas regras simples, o arranque torna-se muito mais tranquilo.

  • Instalar o comedouro o mais cedo possível no outono.
  • Usar apenas sementes de girassol frescas, sem bolor.
  • Limpar o comedouro com regularidade, sobretudo com tempo húmido.
  • No início, repor pequenas quantidades, em vez de encher em excesso.
  • Manter a calma - por vezes demora duas a três semanas até aparecerem os primeiros chapins.

Se, além disso, disponibilizar água - num recipiente pouco profundo, renovada diariamente - o jardim torna-se ainda mais apelativo. No verão, os chapins procuram frequentemente locais para tomar banho e cuidar da plumagem.

Ao fim de alguns meses, muitos proprietários notam que, com os chapins, surgem também outras espécies: pardais, pisco-de-peito-ruivo e, ocasionalmente, pica-pau-malhado. As sementes de girassol acabam por ser o ponto de partida para um pequeno ecossistema mesmo à porta do terraço.

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