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Reações de Galp, Prio, BP, Shell, ExxonMobil e TotalEnergies à invasão da Ucrânia

Reunião de negócios com seis profissionais à volta de mesa com ecrã a mostrar mapa da Europa.

A Rússia tem uma fatia significativa da sua economia ligada à energia, pelo que não é inesperado ver várias empresas deste setor a reagirem à invasão da Ucrânia.

De empresas portuguesas como a Galp e a Prio às «gigantes» BP, Shell ou TotalEnergies, quase todas adotaram medidas na sequência das sanções anunciadas contra a Rússia.

Entre saídas do país, rutura de parcerias com grupos russos e suspensão de compras de petróleo e gás natural de origem russa, estas são algumas das decisões e reações já conhecidas.

Galp

A Galp, a maior empresa nacional do setor da energia, anunciou hoje a suspensão da compra de produtos petrolíferos provenientes da Rússia. A empresa reconhece que a decisão terá impacto financeiro - a Rússia é o maior fornecedor mundial de gasóleo -, mas a sua presidente não executiva, Paula Amorim, sublinha que a empresa “não vai contribuir para financiar a guerra”.

Num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Galp declara: “A Galp repudia a agressão russa contra o povo da Ucrânia. O Conselho de Administração da Galp decidiu, por isso, suspender todas as novas aquisições de produtos de petróleo provenientes quer da Rússia quer de empresas russas”.

Prio

Antes da Galp, a Prio - outra empresa portuguesa do setor energético - já tinha optado por interromper a compra de produtos petrolíferos a fornecedores russos, suspendendo um negócio que, em 2021, representou cerca de 2,5% das suas compras (cerca de 20 milhões de euros).

Na passada sexta-feira, a empresa de Aveiro indicou, em comunicado: “A partir de hoje de manhã e até estabilização da situação no terreno, a Prio deixou de considerar como parte dos seus fornecedores e de adquirir quaisquer produtos a empresas russas ou diretamente relacionadas, como fazia no passado”.

BP

Conforme já referimos neste artigo, a petrolífera BP comunicou o fim da sua participação de 19,75% na Rosneft, a gigante petrolífera russa, encerrando uma colaboração com três décadas.

A Rosneft é responsável por cerca de metade das reservas de petróleo e gás da BP e por aproximadamente um terço da sua produção, o que torna esta decisão particularmente onerosa, com custos estimados na ordem dos 25 mil milhões de dólares (22,54 mil milhões de euros).

Shell

A Shell, que regressou recentemente ao nosso país, anunciou na segunda-feira que vai terminar todas as parcerias com empresas russas.

Desta forma, o grupo anglo-holandês irá alienar as suas participações em empresas conjuntas com a Gazprom, incluindo uma participação de 27,5% numa fábrica de gás natural liquefeito.

Além disso, a Shell informou também que pretende pôr termo ao seu envolvimento no muito falado Nord Stream 2, o gasoduto planeado para ligar a Rússia à Alemanha, cujo projeto já tinha sido suspenso pelo governo alemão.

ExxonMobil

A ExxonMobil, a maior empresa do setor da energia nos EUA, também decidiu encerrar a sua ligação à Rússia. Na terça-feira, anunciou que vai abandonar o seu último projeto de petróleo e gás no país e que não fará novos investimentos em empreendimentos russos.

Entre os projetos descontinuados está o Sakhalin-1, “um dos maiores investimentos internacionais diretos na Rússia”. A saída deste projeto assinala o fim de uma presença comercial contínua na Rússia que durava há 25 anos.

TotalEnergies

De acordo com a Reuters, a TotalEnergies não prevê, por enquanto, abandonar a Rússia nem interromper os projetos que já tem em curso no país. Ainda assim, a mesma agência noticiosa refere que a empresa francesa não irá investir em novos projetos em território russo.

Neste momento, a TotalEnergies detém 19,4% do maior produtor russo de gás natural liquefeito e, em 2020, a petrolífera francesa teve 17% do seu petróleo e gás com origem naquele país.

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