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Carlos Tavares, da Stellantis, rejeita adiamento das metas de emissões da União Europeia em 2025

Carro desportivo elétrico cinzento escuro numa sala branca com janelas amplas e vista urbana ao fundo.

Carlos Tavares, diretor executivo da Stellantis, opõe-se a qualquer iniciativa da União Europeia que vise empurrar para a frente a entrada em vigor das novas metas de emissões, prevista para 2025.

A posição surge numa altura em que, segundo um documento consultado pela Bloomberg, a Associação Europeia de Construtores de Automóveis (ACEA) já terá elaborado um rascunho com a intenção de solicitar a Bruxelas o recurso a regulação de emergência para adiar em dois anos a aplicação das novas metas de emissões.

Luca de Meo, diretor executivo do Grupo Renault e presidente da ACEA, tem estado entre os intervenientes mais vocais neste debate, alertando para o cenário que a indústria automóvel europeia poderá enfrentar já no próximo ano caso o enquadramento regulamentar não seja alterado.

O que está em causa?

Metas de CO2 mais exigentes para 2025

Se não houver mudanças, em 2025 os construtores terão de cumprir objetivos de emissões de carbono ainda mais restritivos na União Europeia: a média das emissões dos automóveis novos vendidos deverá baixar de 115,1 g/km (ou 95 g/km, de acordo com o ciclo NEDC) em 2024 para 93,6 g/km (ciclo WLTP).

Multas potenciais e impacto na produção

“Se os elétricos permanecerem ao nível atual, a indústria europeia poderá ter de pagar 15 mil milhões de euros em multas ou desistir da produção de mais de 2,5 milhões de veículos”, afirmou Luca de Meo, no passado dia 7 de setembro, à radio francesa France Inter, citado pela Automotive News Europe.

“A velocidade de crescimento dos elétricos é metade do que precisaríamos que fosse para atingir os objetivos que nos permitiriam não pagar multas”, acrescentou o «patrão» da Renault.

Stellantis é contra qualquer adiamento

A resposta de Carlos Tavares

Poucos dias após a intervenção de Luca de Meo e depois de ter sido noticiado que a ACEA avançaria com um pedido de adiamento da implementação das novas regras, Carlos Tavares - o português à frente da Stellantis - reagiu ao tema. Numa entrevista à agência France Presse, considerou que “seria surreal alterar as regras agora”.

“Todos conhecem estas regras há muito tempo e tiveram tempo para se preparar, por isso agora é altura de competir”, reforçou o diretor executivo da Stellantis na mesma intervenção, citado pela Automotive News Europe.

Stellantis saiu da ACEA em 2022

Convém lembrar que, desde 2022, a Stellantis deixou de integrar a Associação Europeia de Construtores de Automóveis. O grupo liderado por Carlos Tavares justificou essa saída com a intenção de seguir uma abordagem diferente para os problemas e desafios da mobilidade do futuro, o que inclui abandonar a prática tradicional de influência junto dos decisores.

Fonte: Automotive News Europe


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