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International Fleet Review – IFR 2026 no Golfo de Bengala revela a força da Marinha da Índia

Oficial naval em uniforme branco segurando binóculos num navio com fragatas e helicóptero no mar ao fundo.

O “International Fleet Review – IFR 2026”, realizado há poucas horas no Golfo de Bengala, ao largo do estado de Andhra Pradesh, foi um evento particularmente impressionante, cuja cobertura é acompanhada em exclusivo pela Zona Militar. A iniciativa tornou possível observar, em operação, uma parte relevante das grandes capacidades de guerra naval da Marinha da Índia.

International Fleet Review – IFR 2026 no Golfo de Bengala

Perante o porto de Visakhapatnam, este grande país do Indo-Pacífico voltou a demonstrar como está a consolidar a sua liderança política na região, ao conseguir reunir mais de 100 navios, submarinos e aeronaves - próprios e de nações amigas - além de cerca de uma centena de convidados estrangeiros.

Liderança política e demonstração de poder naval da Marinha da Índia

A demonstração de poder marítimo foi encabeçada pela Presidente da República da Índia, a senhora Droupadi Murmu, que saudou mais de uma centena de delegados internacionais. Entre eles estiveram comandantes-gerais e chefes de estados-maiores provenientes praticamente de todos os continentes.

INS Vikrant e a indústria naval indiana

Um dos pontos mais elogiados neste evento de destaque foi a participação do INS Vikrant, o primeiro porta-aviões construído localmente e um verdadeiro símbolo da autossuficiência e da supremacia que a indústria naval indiana está a alcançar.

Nesse contexto, importa notar que estes produtos poderão despertar interesse em vários países sul-americanos, numa altura em que os ventos da renovação tecnológica começam a soprar com maior força. Perante este cenário, a tecnologia militar feita na Índia pode ter muito a acrescentar, tendo em conta os desafios reais e actuais que o país enfrenta.

Presença internacional

Entre as unidades estrangeiras presentes, estiveram:

  • O destroyer JS “Yudachi” (DD-103), das Forças de Autodefesa do Japão;
  • A corveta sul-africana SAS “Amatola” (F145);
  • O destroyer ROKS “Gang Gam-chan” (DDH-979), da Coreia do Sul;
  • A fragata lança-mísseis russa RFS “Marshal Shaposhnikov” (BPK 543);
  • E, da Malásia, o navio de apoio multifunções KD Sri Indera Sakti (RMN 1503).

Também marcaram presença:

  • A fragata KRI Bung Tomo-357, da Marinha da Indonésia;
  • A corveta da Marinha dos Emirados Árabes Unidos, EAU Al-Emarat (P-111);
  • A fragata BNS Somudra Avijan, da Marinha do Bangladesh (F-29);
  • E o navio patrulha da Marinha Real Tailandesa, o HTMS Krabi (551).

Assinala-se ainda a participação do SLNS Nandi Mitra (P 701) e do SLNS Sagara (P 622), ambos navios patrulha chegados da Marinha do Sri Lanka, bem como da fragata HMAS Warramunga, da Marinha Real Australiana. Notou-se, porém, a ausência de navios sul-americanos, que provavelmente venham a participar em futuras edições.

Cooperação multilateral e continuidade do encontro

Tal ocorre porque o IFR 2026 organizado pela Índia enfatiza a interacção profissional contínua entre marinhas, sublinhando a solidez de uma parceria multilateral duradoura.

O encontro naval internacional prossegue, e voltaremos com esta cobertura especial para continuar a informar a partir do outro lado do mundo.

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