Margem Sul do Tejo lidera a valorização na AM Lisboa
Os mercados residenciais da Margem Sul do Tejo estão a ditar a variação dos preços da habitação na Área Metropolitana de Lisboa (AM Lisboa), de acordo com a base de dados da Confidencial Imobiliário (CI).
Com base nos dados mais recentes dos Índices de Preços Residenciais, calculados por concelho e divulgados esta quinta-feira, a CI indica que a Moita foi o município com maior valorização no primeiro trimestre de 2026, ao registar uma subida homóloga de 35,6% nos preços da habitação. Logo a seguir surgem Barreiro e Seixal, ambos com aumentos na ordem dos 31%.
Também noutros concelhos a sul do Tejo se observaram crescimentos relevantes face ao mesmo período de 2025: em Alcochete, os preços avançaram 21,7%, em Almada 20,2% e no Montijo 17,4%.
A norte do Tejo, preços mais altos, mas subidas mais contidas
No lado norte do Tejo, e mais perto de Lisboa, Cascais e Oeiras mantêm os valores mais elevados por metro quadrado (m²), embora com valorizações inferiores às verificadas na Margem Sul. Nestes três concelhos - que a CI identifica como os mais caros do país - as subidas homólogas nos primeiros três meses do ano situam-se entre 15% e 17%.
A CI sublinha ainda que estes resultados partem de um patamar de preços substancialmente superior, entre 4800 e 5900 euros por m², o que ajuda a explicar uma valorização mais moderada.
Preços mais acessíveis e procura em expansão na Margem Sul do Tejo
Já na Margem Sul, segundo a mesma fonte, conjuga-se um nível de preços bem mais baixo - entre 40% e 60% abaixo de Lisboa - com uma procura em crescimento, suportada por maior acessibilidade.
Ainda assim, a aceleração dos preços levou a que metade dos concelhos a sul do Tejo já transaccione acima dos 3000 euros por m². Almada fixou um valor médio de venda de 3502 euros por m², enquanto Barreiro e Seixal ultrapassaram pela primeira vez a marca dos 3000 euros por m².
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